A Voz da Névoa: Capítulo 11

 Parte 14 – O doloroso molde para o corpo [fragmento 2]!

 

O banheiro era todo branco, sendo, dentro dele, impossível ver outra coisa além da enorme banheira que vaporizava seus líquidos ao ar.

 

Em comparação ao corpo angelical daquela que o conduzia até a água, todo o enorme banheiro se tornou em nada, reduzindo todas as coisas aos olhos daquele pequeno jovem apenas à sensualidade.

 

Sim, um jovem pubescente, independente de suas dúvidas ou certezas, sempre cairia nas tentações bárbaras da idade, por isso, banhado naquelas águas transparentes e cálidas, ele rubescia de forma constrangedora, sob o olhar inquisidor daquele ser tão incógnito, cujo os seios flutuava, eroticamente, sob as águas.

 

– morrerei … e ela será minha assassina! – pensava um Jean estático, cujo o corpo tenso se paralisava no prazer das águas e da vista; – mas, realmente, creio que não me importaria de morrer dessa forma.

 

Jean não se movimentava dentro das águas, sendo que muitas vezes, ao lado de Zero, ele caía sem muita consciência, tomando o apoio dos macios braços de Zero, que fazia o orgulhoso prazer se resumir ao silêncio.

 

É, talvez não pudesse ficar pior, pelo menos não à vergonha inata de nosso tão estimado protagonista. Porém, sob uma perigosa frase citada por Zero …

 

– deseja que eu o ensaboe? – … Algo vinha, sendo necessário ao nosso tolo protagonista uma decisão, sincera, sobre o que se deseja e o que não era …

 

– não me importo … – sendo então, sua bela resposta, algo que o tornava constrangido, mas que, em seu pensamento, o diferenciava de alguém antigo, que morria nas entranhas cefálicas..

 

– venha aqui então …

 

Carregado por Zero, Jean se sentava na borda daquela banheira, onde era ensaboado, parte por parte, membro por membro, pelas mãos suaves e gentis de Zero, que vez por outra encostava seus peitos nas costas rígidas de um timído protagonista que pensava, em meio a volúpia que o seu peito dispunha:

 

– sou uma nova pessoa, então isso não é nada … correto?

 

As mãos de Zero era como uma almofada, que relaxa os mais tensos e cansado, porém o seu corpo, era como um energizante, que impedia de dormir, os bons e velhos pervertidos, que admiram os pêssegos que a vida dá, e todas as outras coisas doces que se estendem.

 

Porém, por algum motivo, no meio daqueles toques que as boas mãos faziam, e dos suspiros furtados que, junto das olhadelas maliciosas e da constante exaltação no meio das cochas, fazia Jean tremer por toda a base, algo era-se visto, ou melhor pensado, pela cabeça que quase apagava na vista das fendas e montes!

 

E esse algo ainda, não era bem o que os jovens costumam pensar nessas situações, porém lhe vinha na cabeça naquele instante, sendo tão furtivo que o desconcentrava da sensualidade infligida:

 

– será que ela … realmente ela … não sei … será que é possível ela ser apenas uma casca vazia … – eis o pensamento que fazia Jean suspirar, enquanto o seu corpo limpo já ficava com a pele emborrachada pelo sabão, mostrando para o nosso jovem o doce sentimento de limpeza, que raramente as crianças da sua casta sentiam.

 

– Venha!

 

Com o ensaboar terminado, Zero secou todas as partes do corpo de Jean, sem se preocupar com o velho rígido, ou com as tremedeiras frequentes, se aproveitando e secando o próprio corpo úmido e o cabelo encharcado, introduzindo, de forma bem alegre, um divã automatizado, branco, que surgia carregando diversas loções e apetrechos para alguma coisa que aconteceria.

 

– deite-se aí … – ela tinha um olhar muito alegre as vistas de Jean, que se surpreendia com a faceta, tão diferente de tudo que ele já tinha visto dela; – preparei uma ótima massagem, aproveitando as ótimas loções que me foram permitidas. Seus músculos tensos vão ficar bem alegres com isso.

 

– tudo bem – Jean deitou de barriga para cima sobre o divã, relaxando o corpo em uma forma que quase caía no sono.

 

– porém, antes de começar, minha senhora pediu que eu te injete isso … – Zero falou, enquanto introduzia, com uma agulha intravenosa, um conteúdo azul, de certo bem suspeito; – essa droga serve apenas para relaxar, nada mais.

 

Nosso protagonista tentou se debater, um pouco, com o susto, porém, depois de um pouco, a mente de Jean começou a se esvair, voar, enquanto a pressão localizada da ótima técnica de Zero expulsava a fadiga que a acronia do ambiente causava junto ao treino intenso.

 

– isso é – Jean sentia em seu corpo um paraíso perdido … – tão bom!

 

Que o fez gritar, como num tão esperado orgasmo, sem consciência de qualquer constrangimento que o fizesse corar ou se envergonhar do prazer tão natural que deus nos permite.

 

– acho que posso morrer dessa forma – Ele pensou, no meio do mar de carícias que o seu corpo sentia, estando, no fim, adormecendo, com os seus sentidos a perceber tudo num piscar de olhos, desaparecendo naquele branquido banheiro aos toques da musa sem alma